Biolace: renda cultivada através da raiz da planta do morango

Biolace, a renda cultivada através da raíz da planta do morango

05/06/2017 • Moda Sustentável

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O chamado “Biolace” ou, traduzindo Bio-renda é um desses projetos de ficção da engenharia genética avançada que envolve plantas para produção biodegradável de tecidos e alimentos.

O projeto é desenvolvido pela pesquisadora Carole Collet, que é professora de Design para Futuros Sustentáveis e diretora do Diretora do Design & Living Systems Lab, focalizando sua pesquisa em biodesign, bioprodução e sustentabilidade de alta tecnologia. Collet também é pioneira na disciplina de Futuros Têxteis na renomada Central Saint Martins.

O projeto trabalha com uma série de quatro espécies da família do morango – Strawberry Noir, Basil n 5, Tomato Factor 60 e GoldNano Spinach – que são apresentados em um estado de engenharia avançada. O objetivo principal é eliminar a fabricação de têxteis à base de produtos químicos, além de colher alimentos para comer.

O Biolace é um projeto estimado para 2050, em um futuro onde todos os alimentos crescidos são “aprimorados” e onde a fabricação sustentável é obrigatória para um planeta superpopulado.

“Biolace propõe a utilização de biologia sintética como tecnologia de engenharia para reprogramar plantas em fábricas polivalentes. Imagine estufas orgânicas hidropônicas, onde novas espécies de plantas produziriam alimentos aumentados, ao mesmo tempo que cultivam tecidos de suas raízes. As plantas se tornam máquinas vivas, simplesmente precisando sol e água para serem operacionais. Em tal cenário, colheríamos frutas e tecidos ao mesmo tempo das mesmas plantas”, conta Collet.

Os trabalhos são provocativos, no sentido de que eles trazem à tona discussões dos prós e contras de tecnologias vivas e engenharia genética. Quão longe devemos chegar quando se trata de controlar os organismos vivos em nosso benefício? O que acontece quando essas plantas se tornam uma realidade? Quais as consequências de tal manipulação genética? Um futuro totalmente sustentável, biodegradável e de desperdício zero é possível?

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Fonte: Thisisalive

 

 

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