Futuro da moda sustentável

moda sustentável

16/02/2016 • Moda Sustentável

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Temos acompanhado uma mudança no cenário da moda mundial. Diante da necessidade de adequar sua cadeia de fornecimento`a melhores práticas sócio-ambientais, conceitos como moda sustentável, ética, consciente e ecofriendly, entre muitos outros, começam a ganhar importância. E marcas que não estão atentas a esses movimentos perdem credibilidade e visibilidade.

O site eco-fashion Ecouterre, perguntou a 36 especialistas quais suas previsões para 2016. A entrevista completa você encontra aqui.

Entre as previsões citadas estão: Maior conscientização e engajamento do consumidor em relação as roupas que consome. Maior preocupação da cadeia produtiva, desde o agricultor que produz as fibras até o designer e varejista, visando práticas sustentáveis e éticas. Aposta em fibras reutilizáveis, moda vegana, fibra orgânica, tingimentos não agressivos ao corpo e ao meio ambiente. Renascimento de práticas como customização e upcycling, tratando a roupa como bem de valor. Reajustes salariais. Acordos internacionais e compromissos de melhores práticas sócio-ambientais pela indústria da moda. Mídia, sociedade e organizações participando ativamente de discussões sobre o tema moda sustentável, consumo consciente e impacto do que vestimos.

Confira as previsões de alguns entrevistados:

Sass Brown (autora; editora do Eco-fashion Talk; reitora associada do FITNY): Brown diz estar esperançosa com 2016: “eu acho que é uma grande promessa para uma indústria da moda mais ética, que é pequena e diversificada e não grande e de marca”. Ela diz ainda que o fast-fashion e consumo excessivo estão se tornando altamente fora de moda e acredita que a era da mega-marca está chegando ao fim: “é muito mais chique investir em uma roupa bem feita, bem desenha e produzida de forma ética”.

Amy Hall (diretora de consciência social da Eileen Fisher): Hall, que tem uma posição de “dentro” da indústria, diz visualizar três pontos de mudanca mais profundos: fibras recicladas como novo insumo, mudanças no salários base e o conceito de fast-fashion dando lugar a roupa como investimento: “este é o ano em que vamos descobrir qual desenvolvedor de fibra reciclada será a primeira a oferecer tecido viável apropriado para o fato do mercado de massa” e “depois de mais de um século de salários estagnados, há murmúrios de mudança no horizonte”.

Kathleen Talbot (diretora de sustentabilidade e operações da Reformation): Talbot acredita que, após o impacto do filme The True Cost, 2016 possibilitará construir cada vez mais uma consciência com relação a maneira como produzimos nossas roupas: “estamos vendo marcas grandes e pequenas ter um olhar sério em práticas mais sustentáveis”.

Kirsten Brodde (líder de campanha, Detox My Fashion, Greenpeace): Kristen acredita que no futuro próximo cada vez mais pessoas irão exigir modelos de negócios responsáveis da indústria de moda e a moda sustentável começará a transformar a indústria. “As 33 empresas globais que assinaram o compromisso de Detox vão entregar progressos visíveis no próximo ano e quebrar atitudes de negócios que tem dominado a indústria muito tempo”. A campanha Detox atua, principalmente, no combate a produtos químicos perigosos como os perfluorados (PFCs), lançados durante produção de moda e arte.

Giusy Bettoni (diretor presidente, C.L.A.S.S.): Giusy acredita que o aumentará o compartilhamento e intercâmbio de informações e inovações entre os setores têxteis, com o objetivo de gerar negócios mais inteligentes que agregem valor e beleza para o consumidor. A CLASS é um programa de educação com o propósito de compartilhar e comunicar todas as partes envolvidas na moda, como design, produção e venda.

Simone Cipriani (executivo e fundador do Ethical Fashion Initiative): Simone diz que a pesar de esforços da indútria da moda em mostrar algum grau de sustentabilidade, e do desejo do consumidor por essa mudança, poucos resultados serão alcançados num futuro próximo. Isto porque sustentabilidade exige tempo, uma estrategia sólida e comprometimento multilateral. “Infelizmente, alguns atores nesta indústria vão continuar a criar estratégias de sustentabilidade superficiais”.

 

Imagem reprodução via.

One Response to Futuro da moda sustentável

  1. love bracelet 19 Knockoff

    cartierlovejesduas “Industry data compiled by IFPI from the three major companies, covering local sales for locally signed artists in 18 major markets outside Japan and the US…”

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